Sintaxe On-line

Orações subordinadas

Oração subordinada é a que exerce uma função sintática em relação a uma outra oração, chamada oração principal e que pede complemento.

Aguardo que você chegue.

Temos aí duas orações: “Aguardo”“que você chegue”. A oração “que você chegue” está completando o sentido do verbo transitivo direto “aguardo”, portanto, esta oração exerce função sintática do objeto direto.

Dependendo da função sintática que exercem, as orações subordinadas pode ser classificadas em: Substantivas, Adjetivas ou Adverbiais.

Orações subordinadas substantivas

São aquelas que exercem sentido dentro dos substantivos (sujeito, objeto direto, objeto indireto, aposto, complemento nominal e predicativo), iniciam por conjunções integrantes (que e se). Na oração subordinada substantiva a oração subordinada pode inalterada.

Podem ser:

Subjetiva (O.S.S.S.): É provável que ele chegue ainda hoje. = exercem função de sujeito do verbo da oração principal.

Objetiva Direta (O.S.S.O.D.): Desejo que todos venham. (Quem deseja, deseja algo, alguma coisa) = exercem função de objeto direto (não possui preposição).

Objetiva Indireta (O.S.S.O.I.): Necessitamos de que todos nos ajudem. (Quem necessita,necessita DE algo, DE alguma coisa ou DE alguém) = exercem função de objeto indireto (possui preposição obrigatória, que vem depois de um VERBO).

Predicativas (O.S.S.P.): Meu desejo era [verbo de ligação] que me dessem uma camisa. = exercem função de predicativo.

Completivas Nominais (O.S.S.C.N.): Tenho esperança de que ela ainda volte. = exercem função de complemento nominal de um nome da oração principal.

Apositivas (O.S.S.A.): Desejo-te uma coisa: que sejas muito feliz. = nem todas as apositivas têm dois pontos (:)ou ponto e virgula (;) no meio da oração mas exercem função de aposto do mesmo jeito.

Ou seja, todas as orações subordinadas substantivas podem ser trocadas por isso, disso ou nisso. Veja os exemplos:

Precisamos de que venha para a aula. = Precisamos disso. (Disso: completiva nominal ou objetiva indireta)

Quero que venha para a guerra. = Quero isso. (Isso: subjetiva, objetiva direta, predicativa)

Fiquei pensando que valia a pena. = Fiquei pensando nisso. (Nisso: completiva nominal ou objetiva indireta).

Orações Subordinadas Adjetivas

São as iniciadas por pronome relativo e exercem função própria do adjetivo.

Classificam-se em:

Restritivas: A cidade em que nasci já possui mais de 300 anos.

Delimitam o significado de um termo e não são separadas por vírgula.

Explicativas: O sol, que é uma estrela, é o centro de nosso sistema planetário.

Acrescentam, realçam o significado de um nome ao qual se referem, explicam. São separadas por vírgula.

Nas orações subordinadas adjetivas podem ser trocadas as conjunções integrantes “que” por pronomes relativos, exemplos:

O cavalo que morde é muito feroz. > O cavalo o qual morde é muito feroz.

O dragão, que é uma figura mitológica, sopra labaredas. > O dragão, o qual é uma figura mitológica, sopra labaredas.

Orações subordinadas adverbiais

São introduzidas por conjunção subordinativa (exceto a conjunção integrante) e funcionam como adjunto adverbial da oração principal.

Dividem-se em:

Causais: Já que está chovendo vamos dormir.= Exprimem a causa do fato que ocorreu na oração principal.

Principais conjunções: porque, visto que, já que, uma vez que, como que, como, etc.

Comparativas: Essa mulher fala como um papagaio.= Representam o segundo termo de uma comparação.

Principais conjunções: que, do que, como, assim como, (tanto) quanto.

Concessivas: Embora chova, vou à praia.= Indica uma concessão entre as orações.

Principais conjunções:embora, a menos que, ainda que, posto que, conquanto, mesmo que, se bem que, por mais que.

Condicionais: Se chover, não irei à praia. = Expressa uma condição.

Principais conjunções: se, salvo se, exceto, caso, desde, contando que, sem que, a menos que.

Conformativas: Cada um colhe conforme semeia.= Exprimem acordo, concordância de um fato com o outro.

Principais conjunções: como, consoante, segundo, conforme.

Consecutivas: Falei tanto, que fiquei rouco. = Traduzem a conseqüência ou o efeito do que se declara na oração principal.

Principais conjunções: que (precedida de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que.

Finais: Fiz isso para que me perdoassem. = Exprimem finalidade.

Todos estudam para que possam vencer = indica uma finalidade.

Principais conjunções: para que, a fim de que, que.

Temporais: Logo que chegou, sentou-se no sofá. = indicam circunstância de tempo.

Principais conjunções: quando, antes que, assim que, logo que, até que, depois que, mal, apenas, enquanto.

Proporcionais: O trânsito piorava à medida que a chuva aumentava. = expressa proporção entre as orações.

Principais conjunções: à medida que, quanto mais….mais, à proporção que, ao passo que, quanto mais.

Orações subordinadas reduzidas

As orações subordinadas podem aparecer sob a forma de orações reduzidas, que apresentam as seguintes características:

verbo em uma das formas nominais (gerúndio, particípio ou infinitivo);

não são introduzidas por conectivos (conjunções subordinativas ou pronomes relativos).

São classificadas em:

reduzida de infinitivo: Meu desejo era viajar para a Grécia.

reduzida de gerúndio: Encontrei as crianças brincando no jardim.

reduzida de particípio: Apresentado o resultado, todos discordarão.

DICA: esse tipo de oração pode ser substituído pelos pronomes demonstrativos.

Atenção

O sujeito das orações reduzidas de infinitivo não deve ser contraído com a preposição de.

– A maneira de ele trabalhar não é satisfatória. (não: A maneira dele trabalhar não é satisfatória.)

Os pronomes pessoais oblíquos mim e ti não devem ser usados como sujeito das orações reduzidas de infinitivo. No lugar deles, devem ser usados os pronomes pessoais retos eu e tu.

– Foi difícil para eu fazer isto. (não: Foi difícil para mim fazer isto.)

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